2005
2005 foi ano M.
M de Maria, de Mãe, de Mãe MiMi.
Mega ano. Babo-me verdadeiramente, transpirando felicidade.
Contam pouco as chatices quotidianas, as mesquinhices do dia a dia. Amarramo-nos com facilidade a pormenores sem importância e só dificilmente apreendemos o essencial. Na nossa fragilidade tudo parece contar. Em 2005 a pequena Maria ajudou-nos a focar o que interessa e mostrou-nos como é possível ser feliz. Conjugam-se no presente os verbos que suportam a palavra Felicidade: a inocência da Maria FIRMA a nossa felicidade. Vinca, sublinha, garante, suporta, transforma-nos e obriga-nos a ser felizes. Tudo o resto são pólos de distracção, ruído sem importância.
2005 divide-se facilmente em 2: meio ano de Maria no ventre da Mãe MiMi e uma segunda metade de Maria a querer agarrar o mundo. Quando sorri gratuitamente, quando observa atentamente e com interesse voraz, quando quer tocar, morder ou lamber, sentir. Enquanto crescia, dia a dia, fazendo brilhar a barriguita da mãe, mexendo-se e deixando-nos a sonhar, a imaginar. Um ano de esperança. De fé. Meio ano a acreditar e a sentir o tempo passar, a outra metade com tudo de mágico a acontecer a cada instante. 2005 foi ano M.
2005 foi um ano de mãe e pai. Mas muito de avós, tios e tias. E primos. Um ano de Dr. Godinho e de primo António. De vó Nanda e avô Quirino do bigode. De dois avos que já não fumam, em parte também empurrados pela força da Maria. Um ano de avó Senhorinha e prima Carolina. De tios Sérgio e Pedro, de padrinho Nuno e madrinha Rita. De avô António e Tia Dani. De tias Catarina e Ana e muito de Bisavô Abílio. Todos estes e os outros que sabem da importância da bebé Maria.
A Deus nada é impossível.

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